Que o suave farfalhar das assas desse meu poema
Alcance-te as vísceras
Pois é visceral o que te conto hoje
Em um canto sublime
Alcance-me a serenidade
Enquanto afasto de mim a culpa.
Pois sou
Paz, calor e santidade
Em meio a meu olhar de amor
Para todos os que de amor renascem
Todos os dias
Com o canto dos pássaros.
Sinto.
Velo
E choro.
O amor enrustido.
Que morre sem tempo de se expressar.
Pois amor é como o canto que te conto hoje.
Suave sublime e visceral.
Sinto me hoje,
Mais completo que ontem.
Mais vivo que nunca.
Mais sincero que os que se calam,
Por medo ou por culpa.
Sinto o doce cheiro de amar.

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